Com efeito fomos acordados pela noticia do pedido de insolvência, da casa mãe na Alemanha, da Qimonda, que para nós Portugueses representa(va) "apenas" 5% das exportações nacionais, e 3/4 das exportações de produtos de alta tecnologia, para além de ser a 4ª maior fabricante mundial de memórias.
Falamos de uma unidade com um valor de vendas superior a 1,4 mil milhões de euros no exercicio de 2007, empregando cerca de 2.000 trabalhadores.
Sendo (pelo menos até ontem) a maior fábrica europeia de produtos de memória (montagem e testes), semi condutores (memórias DRAM) para computadores, entre outras utilizações, fácilmente percebemos a importância do que agora está em processo de falência e o que isso representa para a economia nacional e em especial para a economia local da região norte.
Em termos tecnológicos falamos de uma unidade de ponta, que concentra entre outras coisas 3 centros de investigação e desenvolvimento (I&D), capazes de permitirem a produção de componentes de maior valor acrescentado.
A crise global em que estamos mergulhados veio acentuar a queda das encomendas, em especial do seu principal mercado, o Asiático, levando à consequente quebra dos preços, em cerca de 51%.
Pois bem era nesta empresa em dificuldades que o nosso Governo se preparava para injectar (através da Caixa Geral de Depósitos) 100 mihões de euros. Depois de ajudarem empresas a pagar ordenados, que na prática não é mais do que atrasar alguns meses ou semanas o fim de linha, vinham agora dar um balão de soro a uma empresa que já estava condenada e que eu pergunto se os apoios são dados sem se aferir da viabilidade financeira? Faz-se algum estudo economico sobre as empresas? São apoios assumidos apenas tendo em conta o lado emocional?
Todas estas questões me deixam perplexo nomeadamente porque esta seria apenas um entre muitos outros pacotes de ajuda já dados e que na prática se limitam a fazer funcionar durante mais algum tempo, situação que não defende em especial os trabalhadores.
Neste caso deixo uma reflexão, muito minha, que se calhar se estende a muitros outros Portugueses.
- Está demosntrado que estamos perante uma unidade de excepcional importância para Portugal quer ao nível da tecnologia lá produzida, ao que representa em termos de exportação e pelo número de trabalhadores envolvidos, numa região já de si complicada, ainda antes deste episódio.
- Será que o governo, tal como nacionalizou o BPN, com custos para o herário público ainda não contabilizados na totalidade, pois primeiro decidiu-se fazer, depois logo se vê quanto na realidade custa, não poderia ter a mesma postura "empreendedora" em empresas cok esta tipo de importância nacional?
- Será que não seria possivel, em vez de injectar dinheiro a fundo perdido em buracos sem fundo, não poderia promover a compra (quem sabe nacionalizar) deste tipo de empresas, dando-lhes administrações competentes, defendendo os trabalhadores e os respectivos postos de trabalho e continuando a assegurar o contributo dessas empresas, enquanto designio nacional?
Com certeza que este meu, simplista, plano encontrará o riso entre muitos desses senhores politicos, governantes e quiçá senhores do dinheiro, mas a prática é uma coisa simples que a maioria dos Portugueses com certeza preconiza e defende.
Por estas e por outras ideias é que Potugal tem que definitivamente mudar.
Por isto vá votar e VOTE EM BRANCO...

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